Convento de Nossa Senhora da Luz

Localização e Acesso:

Borba - Rio de Moinhos. Situa-se a cerca de 1 Km de Rio de Moinhos, sentido Rio de Moinhos - Bencatel.

Descrição:

A fachada principal da igreja, sobranceira ao cruzeiro seiscentista em pedra, é de alvenaria alteada por empena de recorte com enrolamento e acrotérios pinaculares de fogaréus. Ao centro é ornamentada pelo opulento brasão da ordem, de ornaros do estilo rococó.
  A frontaria principal da igreja é encimada axialmente na cimafronte por uma cruz de mármore cronografada de 1608. Alto janelão de molduras bem esculpidas e frontão triangular, ilumina o coro, ficando-lhe sotoposto o alpendre, com pórtico de arco redondo de pedra trabalhada, vestígio quinhentista.

A grade de ferro forjado da entrada é do período das grandes obras de modernização do edifício em 1884. Do ano anterior é a porta de madeira da Igreja.

Reforçando a frontaria, elevam-se dois bataréus terminados por volutas e lateralmente sete contrafortes lisos que alcançam o cornijamento, imprimem ao edifício um robustez singular.

O sub-coro, primitívo alpendre da portaria monástica, conserva a cobertura original do Séc. XVI, em nervagem singela que arranca das misulas e pilastras e se estendem pelas nervuras e fecho.

Interiormente, a igreja é composta pela nave e pela Capela-Moro A primeira, é alongada e de planta rectangular, com o tecto em abóbada de meio canhão, completamente liso e caiado de branco. O pavimento é em mármore com rodapé em azulejos dos finais do século passado e os alçados compostos por quatro capelas laterais de arcos plenos emoldurados.

A Capela-Mor, igualmente disposta em planta rectangular, é antecedida por elevado arco triunfal de fino mármore branco. A cobertura, em abóbada de berço, é decorada por vistoso medalhão datado de 1714. No grande oratório de talha dourada e amosaicada dos finais do Séc. XVIII, expõe-se a formosa imagem de Nossa Senhora da Luz, peça dos princípios do Séc. XVII.

O convento, apesar das obras de adaptação nos finais do século passado, conserva-se na sua estrutura quinhentista, de planta quadrangular abraçando o claustro (obra dos alvores do Séc. XVII) que se desenvolve em dois pisos: o inferior de três arcadas plenas de robustas pilastras aparelhadas e o superior, das celas, formado por galeria corrida de seis tramos suportados por colunelos. Ao centro, um poço de alto gargálo cilíndrico em colunelos, permite a serventia da cisterna de águas pluviais.

Outras Informações de interesse:

O complexo edificado sofreu vultuosas obras nos começos do Séc XVII e posteriormente, entre 1714 e 1742, no reinado de D. João V.
Atingido pelo Decreto de extinção em 1834, esteve alguns anos abandonado, até o governo o vender em hasta pública. Em finais do Séc. XIX, foi adaptado a residência de Férias, tendo-lhe então a sua proprietária introduzido remodelações profundas em todo o corpo principal, na frontaria do pátio do carro e na Igreja, esta descaracterizada com certa gravidade.