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Igreja Paroquial de São Tiago de Rio de Moinhos |
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Descrição: |
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Planta composta, com nave única em cruz latina, precedida por nártex, torre sineira quadrada e dependências de apoio adossadas a N. e à capela-mor, de planta quadrada. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 1 água. Nártex comprido, precedido por escadas com azulejos no espelho, terminado em empena e aberto por 5 arcos ultrapassados. Igreja também terminada em empena, com pequena janela sobre o nártex e com portal simples de verga recta. Torre sineira com cobertura piramidal. Alçados laterais com embasamento pintado. |
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Paredes interiores pintadas de branco, coro-alto, 2 capelas colaterais com frontaleira de talha dourada sobre o arco pleno, lambril de azulejos e pinturas, que se estendem pela abóbada, e retábulos, também de talha.Púlpito redondo, de mármore, no lado do Evangelho. Cornija, arco triunfal e abóbada de berço da nave pintados, esta última em caixotões com figurações alusivas a Cristo e à Virgem. As pinturas estendem-se ainda pelo transepto e cruzeiro onde se representam corpos com inscrições latinas, arquitecturas perspectivadas e ornatos naturalistas. Capela-mor com retábulo de talha e abóbada de berço com medalhão central figurando o Coração da Virgem. |
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Cronologia: |
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Séc. 13, último terço - Construção da capela pelo cavaleiro D. Gonçalo, durante o reinado de D. Afonso III; 1290 - sepultamento de D. Gonçalo na capela; posteriormente foi recebendo alguns melhoramentos; séc. 14 - grandes reformas; séc. 18 - execução das pinturas murais, a mando do prior Manuel Ramos, que paroquiou a freguesia entre 1703 / 1718; 1728 - Prior licenciado Manuel Rodrigues Ramalho encontrou a lápide da fundação na parede do lado do Evangelho, junto à entrada; 1867 - data da legenda dos sinos da torre. |
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Tipologia: |
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Arquitectura religiosa vernácula. Igreja setecentista de carácter vernacular, com planta em cruz latina precedida por amplo nártex aberto em arcaria e interior coberto por pinturas murais, também elas de cariz popular. |
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Características Particulares: |
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Contraste entre a simplicidade e ruralidade exterior com a riqueza decorativa interior, sobretudo das pinturas parietais. Nestas, domina o populismo e interpretações anacrónicas dos personagens, paisagens de agrestes sombreados vales e os temas marítimos, formulário comum dos artistas regionais da época. Segundo Túlio Espanca as pinturas do cruzeiro são sensivelmente posteriores às da nave e de uma mão diferente. |
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